{"id":373,"date":"2022-11-30T16:20:04","date_gmt":"2022-11-30T16:20:04","guid":{"rendered":"http:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/?p=373"},"modified":"2022-12-15T12:09:54","modified_gmt":"2022-12-15T12:09:54","slug":"editorial-fernando-rebola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/2022\/11\/30\/editorial-fernando-rebola\/","title":{"rendered":"Editorial #4: Fernando Rebola"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-374 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Vice-Presidente_Professor-Fernando-Rebola_1-1-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\">Este \u00e9 j\u00e1 o quarto editorial correspondendo a outras tantas newsletters do projeto TransCoTec e, portanto, muito j\u00e1 se escreveu (e bem!) sobre os objetivos e as atividades de transfer\u00eancia de conhecimento e tecnologia previstas no \u00e2mbito do projeto, bem como sobre o seu impacto no territ\u00f3rio onde as tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior (IES) que integram o cons\u00f3rcio do projeto est\u00e3o inseridas. Vou, pois, redigir estas palavras a partir de uma perspetiva diferente sobre o projeto, a partir do seu potencial contributo para a concretiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o das IES e para impulsionar a colabora\u00e7\u00e3o institucional.<\/p>\n<p>Tendo em conta a letra dos normativos legais que enquadram a miss\u00e3o das IES, torna-se evidente que o projeto TransCoTec se enquadra plenamente na miss\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es polit\u00e9cnicas. Se tomarmos como refer\u00eancia a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), Lei n.\u00ba 46\/86, de 14 de outubro, no n.\u00ba 4 do seu Artigo 11.\u00ba pode ler-se que o ensino polit\u00e9cnico, deve ser \u201corientado por uma constante perspectiva de investiga\u00e7\u00e3o aplicada e de desenvolvimento, dirigido \u00e0 compreens\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o de problemas concretos\u201d, ou seja na LBSE \u00e9 valorizada a atividade de II&amp;D das institui\u00e7\u00f5es polit\u00e9cnicas, cujo crescente reconhecimento da qualidade e do impacto desta componente essencial da sua miss\u00e3o, multiplicado pela rede capilar destas IES no territ\u00f3rio nacional, ser\u00e1 ainda ampliado quando, uma vez retiradas as barreira legais, estas IES vierem tamb\u00e9m a poder outorgar o grau de doutor. Esta componente de investiga\u00e7\u00e3o aplicada e de desenvolvimento que integra a miss\u00e3o das IES est\u00e1 intimamente associada e articulada com a atribui\u00e7\u00e3o das IES identificada na al\u00ednea d) do artigo 8.\u00ba do Regime Jur\u00eddico das Institui\u00e7\u00f5es do Ensino Superior (Lei n.\u00ba 62\/2007, de 10 de setembro), ou seja, com \u201ca transfer\u00eancia e valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico\u201d. Assim, um projeto que visa, essencialmente, \u201cpotenciar a valoriza\u00e7\u00e3o dos resultados de I&amp;D e refor\u00e7ar a transfer\u00eancia de conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico para o setor empresarial\u201d, emerge espontaneamente do ADN desta institui\u00e7\u00f5es, nas quais a investiga\u00e7\u00e3o aplicada e a transfer\u00eancia do conhecimento integra o seu <em>Ser<\/em> e o seu <em>Estar<\/em> na comunidade e \u00e9 reconhecidamente um contributo determinante para o ecossistema inovador das regi\u00f5es onde estas institui\u00e7\u00f5es se encontram sediadas, seja atrav\u00e9s das atividades de impulso e apoio ao empreendedorismo, como s\u00e3o exemplo o apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de <em>spin-offs<\/em> e de <em>start-ups<\/em>, seja atrav\u00e9s do desafio e est\u00edmulo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da integra\u00e7\u00e3o na economia de solu\u00e7\u00f5es emergentes das atividades de I&amp;D.<\/p>\n<p>E isto remete-nos para a quest\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o institucional. Colaborar significa trabalhar juntos (n\u00e3o apenas lado a lado), significa partilhar estrat\u00e9gias e objetivos, significa complementaridade e harmonia de compet\u00eancias e fun\u00e7\u00f5es. E quando me refiro \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o institucional, n\u00e3o pretendo referir-me apenas \u00e0 saud\u00e1vel e virtuosa colabora\u00e7\u00e3o entre as IES que integram o cons\u00f3rcio do projeto. Refiro-me tamb\u00e9m \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o mais abrangente e \u00e0 complementaridade que se pretende entre as IES e as organiza\u00e7\u00f5es do setor da atividade econ\u00f3mica. Na verdade, cada vez mais se recorre \u00e0 express\u00e3o <em>cocria\u00e7\u00e3o<\/em> para integrar este esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o, retirando a sequencialidade que o termo <em>transfer\u00eancia<\/em> ainda encerra, ou seja, uns que produzem o conhecimento (a academia) transferem-no para outros que o recebem (as organiza\u00e7\u00f5es do setor da economia). Esta l\u00f3gica de fluxo do conhecimento cada vez faz menos sentido e, em bom rigor, est\u00e1 extinto, ou pelo menos em vias de extin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que tendencialmente a investiga\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento se harmonizam num processo de cria\u00e7\u00e3o conjunta, desde a identifica\u00e7\u00e3o das oportunidades de inova\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o do conhecimento na resolu\u00e7\u00e3o de problemas ou na melhoria da efici\u00eancia e da efic\u00e1cia dos processos. A colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho e o seu poder \u00e9 muito superior ao poder da competitividade! E este \u00e9 um caminho que o Projeto TransCoTec est\u00e1 a ajudar as institui\u00e7\u00f5es a percorrer.<\/p>\n<p>Fernando Rebola<br \/>\nVice-Presidente<br \/>\nPolit\u00e9cnico de Portalegre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 j\u00e1 o quarto editorial correspondendo a outras tantas newsletters do projeto TransCoTec e, portanto, muito j\u00e1 se escreveu (e bem!) sobre os objetivos e as atividades de transfer\u00eancia &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":375,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,6,5,4],"tags":[],"class_list":["post-373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial","category-ipportalegre","category-newsletter","category-transcotec"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=373"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":406,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373\/revisions\/406"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}