{"id":709,"date":"2023-05-03T09:51:13","date_gmt":"2023-05-03T09:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/?p=709"},"modified":"2023-05-03T09:51:55","modified_gmt":"2023-05-03T09:51:55","slug":"editorial-14-joao-samartinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/index.php\/2023\/05\/03\/editorial-14-joao-samartinho\/","title":{"rendered":"Editorial #14: Jo\u00e3o Samartinho"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-299 size-medium\" src=\"http:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/samartinho1080_2-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/samartinho1080_2-300x300.png 300w, https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/samartinho1080_2-1024x1024.png 1024w, https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/samartinho1080_2-150x150.png 150w, https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/samartinho1080_2-768x768.png 768w, https:\/\/transcotec.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/samartinho1080_2.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Transfer\u00eancia de Conhecimento: A atual fixa\u00e7\u00e3o de n\u00facleos empresariais com o envolvimento da Academia e das autarquias ser\u00e1 uma inevitabilidade das regi\u00f5es do interior?<\/p>\n<p>O tri\u00e2ngulo Academia, mundo empresarial e tecnologia, n\u00e3o \u00e9 suficiente, per si, para solu\u00e7\u00f5es onde a transfer\u00eancia de conhecimento possa ser parte integrante na promo\u00e7\u00e3o do sucesso empresarial no seio de regi\u00f5es do interior.<\/p>\n<p>Na realidade, nos \u00faltimos dez anos, poder\u00edamos replicar estudos onde se constata que as \u201c<em>assimetrias regionais normalmente traduzem-se, em diferentes n\u00edveis de desenvolvimento econ\u00f3mico e social, que poder\u00e1 induzir a processos de vulnerabilidade das regi\u00f5es levando a aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de desenvolvimento regionais incoerentes, com consequ\u00eancias preocupantes para a coes\u00e3o social e territorial<\/em>\u201d, (Morais, 2012), ou outros que nos lembram aspetos que t\u00eam de ser ultrapassados, pelas regi\u00f5es do interior, que al\u00e9m do problema vivido com os aspetos inerentes \u00e0 coes\u00e3o social e territorial ainda s\u00e3o fustigadas com aspetos inerentes \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o como a redu\u00e7\u00e3o, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, da sua densidade populacional e envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o local, e onde na solu\u00e7\u00e3o do problema o PRN (Plano Rodovi\u00e1rio Nacional) n\u00e3o reverteu minimamente a situa\u00e7\u00e3o. Refere a Revista Transporte y Territorio 15 (2016) que \u201c<em>h\u00e1 locais que, em vinte anos, assistiram \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do tempo de viagem que os separava para metade (&#8230;) em simult\u00e2neo, muitos perderam entre 26% e 46% da sua popula\u00e7\u00e3o em favor das \u00e1reas mais desenvolvidas a oeste<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Reverter toda uma situa\u00e7\u00e3o de desvantagem ou, pelo menos, minor\u00e1-la e ao mesmo tempo permitir as altera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a cada regi\u00e3o do interior para que estas possam ter capacidade, atrativos ou mesmo condi\u00e7\u00f5es diferenciadas, obriga por certo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de <em>hubs<\/em> de cria\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de conhecimento, de diferencia\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de valor que ter\u00e3o de estar alicer\u00e7ados na partilha, na coopera\u00e7\u00e3o, na capacidade e empenho em processos de cocria\u00e7\u00e3o, entre academia e os n\u00facleos empresarias, num espa\u00e7o interventivo com o qual cada regi\u00e3o se identifique.<\/p>\n<p>A aposta ter\u00e1, no entanto, de ser uma aposta tamb\u00e9m da regi\u00e3o, que envolva as autarquias e o poder local, que crie valor ao envolver aspetos culturais, tradicionais, historicamente identificados e reconhecidos, e que promova a simbiose e reconhecimento entre as popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>Mas para que possa existir uma estrat\u00e9gia bem sucedida para a implementa\u00e7\u00e3o destes processos teremos sempre que considerar outras vari\u00e1veis entre as quais poder\u00edamos referir: A necessidade de mudan\u00e7a de mentalidade das fam\u00edlias, em perceber que nem todos precisam de ter cursos superiores, ou de estudar em Universidades dos grandes centros populacionais como Lisboa, Porto, Coimbra ou litoral. Hoje temos um leque vasto de op\u00e7\u00f5es onde se fornece a possibilidade aos jovens de fazerem, na sua regi\u00e3o, a sua qualifica\u00e7\u00e3o e especializa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, permitindo-lhes uma realiza\u00e7\u00e3o profissional e a sua fixa\u00e7\u00e3o no seio do tecido empresarial da sua regi\u00e3o; A import\u00e2ncia do trabalho conjunto das for\u00e7as regionais, em particular as autarquias, academia e n\u00facleos empresarias, para garantirem e segurarem os seus jovens na regi\u00e3o criando-lhe op\u00e7\u00f5es atrativas de realiza\u00e7\u00e3o profissional, ambientes socioculturais adequados e condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas mais atraentes; A aposta na produ\u00e7\u00e3o e na cria\u00e7\u00e3o e valor dos produtos e servi\u00e7os, apostando na coopera\u00e7\u00e3o internacional, mas tamb\u00e9m nos mercados nacionais e internacionais acompanhada de solu\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es para escoamento dos produtos; A aposta em infraestruturas e solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis que conduzam cada vez mais a processos de economia circular, favorecendo tamb\u00e9m a regi\u00e3o ao n\u00edvel da redu\u00e7\u00e3o da sua depend\u00eancia de materiais mas principalmente a identifica\u00e7\u00e3o da mesma como mais um territ\u00f3rio verde e amigo do ambiente.<\/p>\n<p>No entanto a solu\u00e7\u00e3o e os ingredientes n\u00e3o s\u00e3o novos &#8230; ser\u00e1, pois, necess\u00e1ria uma grande dose de empreendedorismo e inova\u00e7\u00e3o, de parcerias entre academia, empresas, autarquia e principalmente pessoas. Pessoas com capacidade de liderarem o processo, um projeto vision\u00e1rio para a regi\u00e3o, que consigam com o seu carisma e lideran\u00e7a unir e reunir todos os parceiros e partes interessadas na constru\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Pessoas que acreditarem nos seus projetos, nos seus desafios, nas certezas de solu\u00e7\u00f5es conjuntas onde toda a comunidade participe e esteja envolvida. Pessoas comuns, mas amantes da sua regi\u00e3o, das suas origens, das suas culturas e, principalmente, que queiram viver e construir o seu futuro na sua terra nativa.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Samartinho<br \/>\nCoordenador do Projeto TransCoTec<br \/>\nPr\u00f3-Presidente para a \u00c1rea da Internacionaliza\u00e7\u00e3o e Coopera\u00e7\u00e3o<br \/>\nPolit\u00e9cnico de Santar\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transfer\u00eancia de Conhecimento: A atual fixa\u00e7\u00e3o de n\u00facleos empresariais com o envolvimento da Academia e das autarquias ser\u00e1 uma inevitabilidade das regi\u00f5es do interior? 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